Diário de bordo número 6
Missão Alter,
Astronauta Nando Martins, piloto da nave

Segura que lá vem assunto clichê...
Queria tanto lhe escrever uma poesia, no entanto não sei rimar.
Logo, eu trago somente palavras soltas pra tentar te expressar.
Foi numa viagem que seu olhar eu encontrei e com teu jeito de ser, eu logo me entreguei.
Não sabia o que esperar, e no fim… nem esperar precisei.
É incrível viajar contigo, pois nem sequer preciso tirar os pés do chão.
Contigo pude ser tanto, viver tanto, sentir tanto, que no final… virou encanto.
Não tem linha de chegada, nem ponto final. Eu não preciso saber do teu ontem, nem do teu amanhã, porque nosso relógio gira fora do tempo, onde a gente se encontra é no contratempo.
Nosso papo vai longe e o mundo desliga e entre um gole e um riso… já virou manhã.
E no rádio do carro… toca a mesma canção, aquela que embala o coração.
Você é tipo maré que dança na areia. Vai e vem, mesmo na maré cheia.
Se partir é pra voltar. E quando a noite pedir pra ficar, deixa só o olhar me encontrar. Não diz nada só respira, que eu entendo tudo na tua partida.
Se o silêncio gritar, eu vou ouvir, porque amar, também é deixar ir.
A busca uma hora chega ao fim, se é que o fim existe.